A Pesquisa sobre Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), no mês de novembro de 2010, revela que, em Fortaleza, 54,3% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Esse resultado está 0,7 pontos percentuais abaixo do verificado em outubro (55,0%), e inferior ao índice de novembro de 2009 (58,4%), sendo o menor nível verificado ao longo do ano.
Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citado por 73,8% dos entrevistados; (b), o financiamento de bancário (veículos, imóveis etc.), com 11,7% das respostas; (c) carnês e crediários, com 11,0%; e (d) os empréstimos pessoais (10,8%).
O consumidor tem utilizado o crédito para a compra de alimentos (44,8%), móveis e artigos de decoração (18,1%), tratamento de saúde (12,4%) e aluguel residencial (11,8%). Apesar da ampla liderança dos alimentos, o uso do cartão de crédito nessas compras faz com que seja um endividamento de curto prazo e rotativo, sendo que a mudança estrutural do perfil da dívida está mais relacionada com a aquisição de bens de consumo duráveis, como móveis, eletrodomésticos e veículos.
A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores com renda familiar superior a dez salários mínimo (40,4%) e nível de escolaridade superior (36,3%).
Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo, ainda muito limitado pela baixa renda do consumidor local: o grupo de produtos relacionados com alimentação e cuidados com o lar responde por 53,5% de todo o orçamento das famílias de Fortaleza. Os gastos com educação comprometem 19,9% da renda familiar, as despesas com artigos de vestuários têm um peso de 16,7% e as despesas de moradia com 12,5%.
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