Voltar ENDIVIDAMENTO MAIO 2011
Estabilidade nos Indicadores de Endividamento

Neste mês de maio, a Pesquisa do Perfil de Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), em parceria com o Banco do Nordeste (BNB), revela que 60,6% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

Apesar de o resultado estar 1,1 ponto percentual acima do verificado em abril (59,5%) e superior ao resultado de maio de 2010 (54,5%), houve estabilidade nos indicadores qualitativos do crédito, com poucas mudanças no quadro geral de endividamento.

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: (a) cartões de crédito, citado por 79,4% dos entrevistados; (b) carnês e crediários (12,5%); (c)  financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 10,8%; e (d) os empréstimos pessoais, com 10,5% das respostas.

O consumidor tem utilizado o crédito para a compra de alimentos (39,1% das respostas), eletroeletrônicos (32,7%), vestuário (30,8%) e para o tratamento de saúde (9,0%). Apesar da ampla liderança dos alimentos, o uso do cartão de crédito nessas compras faz com que seja um endividamento de curto prazo e rotativo, sendo que a mudança estrutural do perfil da dívida está mais relacionada com a aquisição de bens de consumo duráveis, como móveis, eletrodomésticos e veículos.

Já os gastos com saúde, sugerem que o consumidor passa a buscar no mercado privado serviços que antes utilizava no sistema público, indicando, por um lado, a sofisticação do consumo e, por outro, a falência da oferta pública.

Com endividamento médio de R$ 903, a parcela da renda dos consumidores comprometida com o pagamento de dívidas teve queda em relação a abril, passando de 27,7% para 27,3%, em maio. A renda encontra-se mais comprometida no grupo de consumidores com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (30,4%) e nível de escolaridade superior (30,7%) – exatamente nos grupos com maior acesso ao crédito.

A ampla oferta de financiamento tem modificado o perfil do endividamento do consumidor de Fortaleza, ainda que se concentre no curto prazo, com 76,4% das dívidas em prazos inferiores há um ano e prazo médio de sete meses.

Uma das explicações para esse resultado é o padrão de consumo, muito limitado pela baixa renda do consumidor local: o grupo de produtos relacionados com alimentação e cuidados com o lar, responde por 49,3% de todo o orçamento das famílias de Fortaleza. Os gastos com a aquisição de eletroeletrônicos comprometem 24,9% do orçamento familiar de maio e a aquisição de artigos de vestuários, 22,4%.

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