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Inadimplência do consumidor Fortalezense continua em queda

Inadimplência do consumidor Fortalezense continua em queda

A Pesquisa do Endividamento do Consumidor de Fortaleza, realizada em setembro de 2018, revela que a taxa de inadimplência potencial retraiu -1,5 pontos percentuais, passando de 8,9%, em agosto, para 7,4% o número de consumidores que não terão condições financeiras para honrar seus compromissos. Com relação ao endividamento, 51,3% dos consumidores da capital cearense possuem algum tipo de dívida.

Diferença entre endividamento e inadimplência

Todo inadimplente está endividado, porém, nem todo endividado está inadimplente. Quando uma pessoa realiza um financiamento bancário ou tem contas no cartão de crédito, por exemplo, ela assume dívidas. No entanto, o que diferencia o endividado do inadimplente é o pagamento desta dívida. Quem tem contas parceladas e realiza o pagamento em dia, significa que está endividado. Porém, aquele que contrai uma dívida e não consegue realizar o pagamento em um prazo de 90 dias, este pode ser considerado inadimplente.

Perfil do Endividado

Os problemas financeiros afetam mais as mulheres (21,1% dos entrevistados desse grupo afirmaram possuir contas em atraso), os consumidores do grupo com idade entre 25 e 34 anos (25,6%) e do estrato com renda familiar abaixo de cinco salários mínimos (20,4%).

O tempo médio de atraso é de 68 dias e a principal justificativa para o não pagamento das dívidas é o desequilíbrio financeiro - a diferença entre a renda e os gastos correntes – citado por 64,5% dos consumidores. O segundo motivo mais citado é o adiamento por conta do uso dos recursos em outras finalidades, com 30,3%, seguido da contestação das dívidas (14,1%).

Perfil do Inadimplente
O perfil do consumidor inadimplente, que tem alguma parcela ou dívida com atraso superior a 90 dias, mostra preponderância do grupo de consumidores do sexo masculino (inadimplência potencial de 7,8%), com idade acima dos 25 anos (8,2%) e renda familiar inferior a cinco salários mínimos (7,9%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza 51,3% dos consumidores possuem algum tipo de dívida. Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 77,8% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 15,4%; cheque especial, com 6,5%; carnês e crediários, com 5,0%; e empréstimos pessoais, com 5,0%. O valor médio das dívidas é estimado em R$ 1.506, com prazo médio de oito meses, comprometendo 34,8% da renda familiar dos consumidores com o seu pagamento.

Orçamento familiar

A Pesquisa de Endividamento também revela que 78,5% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para um melhor controle dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 12,1% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 9,4% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Saiba mais
O Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC) da Fecomércio-CE foi criado para suprir a ausência de informações práticas e de dados estatísticos confiáveis que auxiliassem as ações de planejamento e de desenvolvimento das empresas do segmento de comércio de bens, serviços e turismo. O Instituto realiza e desenvolve pesquisas, sobretudo, de viés econômico, fornecendo dados referentes ao comportamento do consumidor, a situação econômica do comércio local e as tendências de mercado e de consumo dos fortalezenses.

A pesquisa de Endividamento é realizada mensalmente e tem como objetivo indicar a capacidade de endividamento do consumidor de Fortaleza, visando conhecer o comprometimento financeiro desse, em relação ao comércio local. Quatro indicadores distintos são verificados nessa pesquisa: Taxa de Consumidores com Contas ou Dívidas em Atrasos; Taxa de Comprometimento da Renda do Consumidor; Taxa de Inadimplência em Potencial e Planejamento Financeiro e Orçamento Familiar. Mensalmente, cerca de mil consumidores da região metropolitana de Fortaleza são entrevistados pelo IPDC para a realização desta pesquisa.

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