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Música e tradição marcam os 180 anos do Dragão do Mar

Música e tradição marcam os 180 anos do Dragão do Mar

Com o título “Canções de Guerra, quem sabe Canções do Mar”, o Sistema Fecomércio, por meio do Serviço Social do Comércio do Ceará (Sesc-CE) celebra os 180 anos de resistência e luta pela liberdade do Dragão do Mar. Devido às fortes chuvas na capital cearense dia 14/04, o evento em homenagem ao herói da pátria foi adiado e acontecerá no próximo domingo, dia 28 de abril. A programação conta com apresentações de grupos de reisado, coco e toré, além de cortejo dos maracatus, na Praia de Iracema, em Fortaleza. No total, são 14 grupos, reunindo cerca de 700 brincantes para homenagear o líder abolicionista, e que anunciam o show de quatro artistas da música popular cearense: Calé Alencar, Edmar Gonçalves, Cyda Olímpio e Lorena Nunes.

O Sistema Fecomércio, além de abraçar a memória do povo cearense, realiza uma programação de valorização dos artistas locais. Os grupos que se apresentam são aqueles que historicamente cantam o Dragão do Mar, sobretudo o maracatu, que tem suas loas de homenagem à abolição e de valorização da negritude. Como forma de celebrar os povos e trabalhadores do mar, o evento conta com uma navegação dos jangadeiros que partem da Vila do Mar, na Barra do Ceará, às 15h, em direção à Praia de Iracema, onde irão atracar suas jangadas, símbolo da abolição eternizado pelo Chico da Matilde.

Nos dias atuais – em que estão em pauta questões como etnicidade, direitos sociais e manutenção das culturas tradicionais – e diante da importância histórica de difundir as personalidades, a memória, os feitos e o papel do Ceará no processo abolicionista brasileiro, o Sistema Fecomércio, por meio do Sesc-CE, promove a história cearense de forma educativa ao desenvolver esse espetáculo, reverenciando os heróis e as referências de identidade da Terra da Luz.

Conversas Flutuantes

No dia 15 de abril, data em que marcou os exatos 180 anos de nascimento, o Sesc-CE promoveu a troca de saberes através do projeto Sesc Conversas Flutuantes, no marco zero de Fortaleza, localizado na Barra do Ceará. O projeto realiza permanentemente a vivência náutica com ações socioeducativas na área do Rio Ceará, incentivando a troca de experiências dos convidados. Há mais de 10 anos, a instituição realiza um trabalho sistêmico nos 573 quilômetros do litoral cearense contribuindo para a valorização das tradições. A ação constrói uma interface entre as diversas formas de ser e de existir dos povos do mar, que por meio do jangadeiro e da rendeira, se tornaram símbolos icônicos da cultura do Estado.

Sobre Dragão do Mar

Foi em terras alencarinas, no mar de Iracema, que a história do tráfico interno de escravos do império brasileiro mudou de rumo em meados de 1881. Sob a liderança do cearense, Francisco José do Nascimento, também chamado como Chico da Matilde, os trabalhadores do mar paralisaram as atividades em recusa à embarcação de qualquer negro como mercadoria nos navios, fechando o porto de Fortaleza. O movimento abolicionista ganhou força desde então e fez com que um dos líderes, Chico da Matilde, entrasse para a história como Dragão do Mar, liderança fundamental para tornar o Ceará a província pioneira a dar fim à escravatura. Figura histórica, o cearense é reconhecido nacionalmente como herói da pátria, presente no Panteão da Pátria e da Liberdade Tancredo Neves.

SERVIÇO:

180 ANOS DO DRAGÃO DO MAR

Data: 28/04

Local: Praia de Iracema em frente ao Bar do Mincharia

Horário: De 15h às 21h

Programação

15h – Saída dos Jangadeiros

16h – Apresentações Culturais

(Reisados, Torés e Torém, Coco da Vila, Quilombolas, Afoxé e Maracaturs)

19h – Show em Homenagem ao Dragão do Mar “Canções de Guerra, quem sabe Canções do Mar”

Calé Alencar, Cyda Olímpio, Edmar Gonçalves e Lorena Nunes

Mais informações: (85) 3452.9090

Site: www.sesc-ce.com.br/cancoes-de-guerra-cancoes-do-mar/

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