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Consumidores estão menos confiantes, revela pesquisa da Fecomércio

Consumidores estão menos confiantes, revela pesquisa da Fecomércio

Em setembro, a confiança do consumidor fortalezense diminuiu -5,9%, passando de 113,2 pontos em agosto, para 106,6 pontos neste mês. É o que revela a Pesquisa Índice de Confiança do Consumidor de Fortaleza (ICC), realizada pela Fecomércio-CE, através do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC). A queda no ICC foi provocada por uma piora nas expectativas dos consumidores, principalmente com o crescimento da incerteza sobre o ambiente econômico.

O resultado do ICC se deu pela redução dos seus dois componentes: o Índice de Situação Presente (ISP) apresentou recuo de -6,2%, passando de 109,2 pontos, em agosto, para 102,4 pontos neste mês. Já o Índice de Situação Futura (IEF) teve decréscimo de -5,7%, alcançando o patamar de 109,4 pontos.

Expectativa dos consumidores
A pesquisa mostra que, em setembro, 46,8% dos entrevistados mostram boa disposição para a compra de bens duráveis, resultado inferior ao observado em agosto, quando 51,2% responderam afirmativamente à mesma questão.
Dentre aqueles que demonstram maior entusiasmo, destacam-se os consumidores do sexo masculino (47,6% dos entrevistados desse grupo afirmam que setembro é um bom momento para compra de bens de consumo duráveis), do grupo com idade entre 18 e 24 anos (50,5%) e do estrato com renda familiar acima de dez salários mínimos (84,3%).

O estudo também mostra que 63,7% dos consumidores de Fortaleza consideram que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano – taxa abaixo da verificada em agosto (67,5%). Já as expectativas com o futuro se mostram mais otimistas, com 75,5% dos entrevistados acreditando que sua situação financeira futura será melhor ou muito melhor do que a atual.
Sobre a percepção do ambiente econômico nacional, 53,8% dos consumidores entrevistados acreditam em piora no cenário nos próximos doze meses. Tal sentimento é preocupante, principalmente se consideramos que estamos iniciando a temporada de maior nível de consumo no varejo e esse indicador sugere pouca disposição para o comprometimento da renda no médio e longo prazo.

Pretensão de compra
A taxa de pretensão de compras teve queda de -6,2 pontos percentuais, passando de 43,1%, em agosto, para 36,9% neste mês. Ainda assim, o indicador se apresenta melhor do que o verificado em setembro do ano passado, quando foi calculado em 29,3%.
Destacam-se, na lista de produtos mais procurados, artigos de uso pessoal e itens para o lar, como artigos de vestuário, eletroeletrônicos e móveis:

i. Artigos de vestuário, citados por 16,1% dos entrevistados;
ii. Aparelhos de telefonia celular e smartphones (13,9%);
iii. Geladeiras e refrigeradores (13,9%);
iv. Móveis e artigos de decoração (13,2%);
v. Máquina de lavar roupa (12,8%);
vi. Televisores (10,7%);
vii. Fogões (7,4%); e
viii. Calçados (7,4%).

O valor médio das compras é estimado em R$ 574,74 e a intenção de compra mostra-se mais elevada para os consumidores do sexo feminino (37,7%), mais vigorosa para o grupo com idade entre 18 e 24 anos (47,2%) e no estrato com renda familiar entre cinco e dez salários mínimos (42,8%).

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