Por Ascom, 20/08/26 - 15:44
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza passou de 127,2 pontos em julho para 124,7 pontos em agosto, segundo a Pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), da Fecomércio Ceará. O resultado interrompe a sequência de alta registrada em junho e julho.
A queda foi acompanhada pelos dois componentes do indicador. O Índice da Situação Presente passou de 120,2 para 118,6 pontos. Já o Índice das Expectativas Futuras recuou de 131,9 para 128,7 pontos. No trimestre de junho a agosto, o ICC ficou em 125,8 pontos.
Na avaliação de Luiz Fernando Bittencourt, presidente da Fecomércio Ceará, a estabilidade da intenção de compra e a percepção positiva das famílias sobre sua situação financeira mantêm um cenário favorável para o comércio. “Mesmo com a redução do Índice de Confiança do Consumidor em agosto, os demais indicadores mostram que existe disposição para o consumo. A intenção de compra permaneceu estável e a maioria das famílias avalia positivamente sua situação financeira. Para o comércio, essa combinação mantém um cenário de consumo ativo e abre espaço para que as empresas trabalhem suas estratégias de venda diante de um consumidor mais cauteloso, mas ainda disposto a comprar”.
A intenção de compra ajuda a explicar esse movimento. Em agosto, 36,7% dos consumidores disseram que pretendiam realizar alguma compra. O percentual ficou praticamente estável em relação a julho, quando era de 37,2%, e foi igual ao registrado em junho. A média do trimestre ficou em 36,9%.
Vestuário foi o item mais citado entre os produtos que os consumidores pretendem comprar, com 17% das respostas. Na sequência aparecem calçados, com 15,2%, geladeiras, com 13,9%, móveis, com 12,1%, e celulares ou smartphones, com 11,9%. O valor médio das compras pretendidas ficou em R$ 615,48.
A percepção das famílias sobre a própria situação financeira também permanece positiva. Em comparação com um ano atrás, 69% dos consumidores consideram a situação financeira da família boa e 7,8% a classificam como ótima. Para os próximos 12 meses, 62,9% esperam uma situação boa e 22,6% avaliam que será ótima.
As expectativas sobre a economia brasileira seguem na mesma direção. Para os próximos 12 meses, 57,4% dos consumidores esperam uma situação econômica boa e 7,5% avaliam que será ótima. Para os próximos cinco anos, 63,1% projetam uma situação boa e 9,1%, ótima.
O resultado de agosto combina uma queda na confiança com estabilidade na intenção de compra. A percepção sobre a situação financeira das famílias também permanece positiva. O cenário indica que o consumidor está mais cauteloso nas expectativas, mas ainda mantém disposição para realizar compras e uma avaliação favorável sobre sua condição financeira.
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