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Confiança do consumidor se mantém estável em Fortaleza

Por Ascom, 21/09/26 - 10:05

Destaque

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza ficou praticamente estável em setembro, ao alcançar 124,5 pontos, ante 124,7 pontos em agosto. Apesar da pequena variação de 0,1%, o indicador permanece acima do resultado registrado no mesmo mês de 2025, quando marcava 116,8 pontos. Os dados são da pesquisa de Confiança e Intenção de Compra do Consumidor, realizada pelo Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Comércio (IPDC), da Fecomércio Ceará.

Para o presidente da Fecomércio Ceará, o resultado mostra que o consumidor mantém uma percepção positiva sobre o futuro, o que pode favorecer o comércio nos próximos meses. “A confiança do consumidor permanece em um nível elevado e o dado que mais chama atenção é a melhora das expectativas para o futuro. Mesmo com uma postura mais cautelosa nas compras neste momento, o consumidor demonstra confiança na sua situação financeira e na economia. Para o comércio, essa percepção positiva é importante porque cria um ambiente favorável para a retomada das decisões de consumo à medida que as famílias se sintam mais seguras para realizar novas compras.”

O Índice das Expectativas Futuras (IEF) avançou 0,8% em setembro, passando de 128,7 para 129,8 pontos. O movimento ocorreu mesmo com a redução de 1,7% no Índice da Situação Presente (ISP), que caiu de 118,6 para 116,6 pontos. O IEF também permanece acima do ISP, indicando uma percepção mais positiva sobre os próximos meses do que sobre a situação atual.

A percepção dos consumidores sobre a própria situação financeira reforça esse cenário. Segundo a pesquisa, 76,3% consideram que sua condição financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano. Para os próximos 12 meses, o percentual de consumidores que esperam uma situação financeira melhor ou muito melhor chega a 84,6%.

A avaliação sobre a economia brasileira também é positiva. Para os próximos 12 meses, 64% dos entrevistados acreditam que a situação econômica do País estará melhor ou muito melhor. Quando ampliam o horizonte para os próximos cinco anos, 73,6% mantêm uma avaliação positiva.

Intenção de compra

A intenção de compra, por outro lado, recuou em setembro. O percentual de consumidores que pretendem realizar alguma compra passou de 36,7% em agosto para 33,1% neste mês, queda de 3,6 pontos percentuais. O resultado também ficou abaixo dos 34,3% registrados em setembro do ano passado.

O comportamento indica que a confiança ainda não se traduz integralmente em decisões imediatas de consumo. O consumidor demonstra expectativas positivas para sua situação financeira, mas mantém maior cautela nas compras de curto prazo.

Entre os consumidores que pretendem comprar, o valor médio previsto é de R$ 632,32. A maior parte do valor das intenções de compra está concentrada em produtos acima de R$ 1 mil, faixa que representa 73,6% das intenções.

Vestuário lidera a lista de produtos que os consumidores pretendem adquirir em setembro, citado por 16,1% dos entrevistados. Na sequência aparecem geladeiras e refrigeradores, com 14,3%, móveis, com 15,3%, celulares e smartphones, com 12,3%, e televisores, com 10,9%.

Entre os grupos com maior intenção de compra estão os consumidores de 18 a 24 anos, com 41%, e aqueles com renda familiar acima de sete salários mínimos, com 60,1%. Por sexo, a taxa é de 37,1% entre os homens e 29,9% entre as mulheres.

No recorte da confiança, o maior ICC médio no ano é observado entre consumidores de 25 a 34 anos, com 131,3 pontos, e entre aqueles com renda familiar de quatro a sete salários mínimos, também com 131,3 pontos. O índice médio anual chegou a 124,8 pontos em setembro.