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Pesquisa IPDC. Endividamento cai ao menor nível desde a pandemia

Por Ascom, 22/10/26 - 09:59

Destaque

De acordo com pesquisa realizada pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC), mostra que 65,5% dos consumidores da capital possuem algum tipo de dívida. O resultado, referente a outubro de 2026, está 2,3 pontos percentuais abaixo do verificado em setembro (67,8%) e é o melhor resultado desde a pandemia de Covid-19.

O perfil do consumidor endividado mostra predomínio do grupo do sexo feminino (66,9%), do estrato com idade entre 25 e 34 anos (78,7%) e da classe com renda mensal acima de sete salários-mínimos (68,3%). Quanto ao índice de consumidores com dívidas e contas em atraso, houve queda de 1,0 ponto percentual, reduzindo o indicador de 17,8%, em setembro, para 16,8% neste mês.

Segundo a pesquisa, o perfil do consumidor com contas em atraso mostra preponderância do grupo do sexo masculino (17,8%), do estrato com idade acima dos 35 anos (17,5%) e da faixa com renda familiar mensal de até três salários-mínimos (18,3%).

O prazo médio de atraso é de 67 dias e as principais razões para o não pagamento de dívidas são o desequilíbrio financeiro, citado por 52,7% dos entrevistados, seguido do adiamento do pagamento, para uso dos recursos em outras finalidades (41,1%), da perda de prazo por esquecimento (12,8%) e da contestação da dívida (8,9%).

Comprometimento da renda

Em Fortaleza, os consumidores destinam, em média, 41,8% da renda familiar para pagar dívidas, resultado 1,0 ponto percentual acima do verificado em junho (40,8%). O endividamento médio é de R$ 1.736 com prazo médio de oito meses para o seu vencimento total.

Os instrumentos de crédito mais utilizados pelos consumidores são: cartões de crédito, citados por 80,4% dos entrevistados; financiamento bancário (veículos, imóveis etc.), com 14,5%; os empréstimos pessoais, com 7,4% e carnês e crediários, com 2,9%.

A pesquisa revela ainda que são os gastos correntes que predominantemente contribuem para o endividamento, destacando-se a compra de alimentos a prazo, mencionada por 61,6% dos entrevistados. Além disso, são citadas as despesas com aluguel residencial (28,2%), a cobertura de tratamentos de saúde (27,4%) e gastos com educação (22,4%).

Inadimplência potencial

A taxa de inadimplência potencial, que indica a proporção de consumidores que enfrentarão dificuldades financeiras para quitar suas dívidas, é de 7,4%, com redução de 1,4 pontos percentuais sobre o resultado de setembro (8,8%).

O perfil do consumidor em situação de inadimplência revela preponderância do grupo do sexo masculino, com taxa de 7,8%, com idade acima dos 35 anos (9,0%) e do estrato com renda familiar mensal inferior a três salários-mínimos, com taxa de 9,0%.

Orçamento familiar

A pesquisa ainda revela que 75,0% dos consumidores de Fortaleza afirmam fazer orçamento mensal e acompanhamento eficaz dos seus gastos e rendimentos, o que contribui para uma melhor gestão dos níveis de endividamento. Dos entrevistados, 17,3% relataram que fazem orçamento dos rendimentos, mas sem controle eficaz dos gastos e 7,7% informaram não possuir orçamento e tampouco controle dos gastos.

Dentre os motivos mais citados para o desequilíbrio financeiro, estão: a falta de orçamento e de controle dos rendimentos, com 43,4% das respostas; aumentos dos gastos essenciais (25,3%); gastos imprevistos (23,7%); compras por impulso (21,7%) e compras antecipadas (12,7%).

Os dados de outubro apontam para uma melhora consistente do quadro de endividamento em Fortaleza, com queda simultânea do número de consumidores endividados, daqueles com contas em atraso e da inadimplência potencial.