O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza atingiu 122,1 pontos em abril de 2026, registrando queda de 2,6% em relação a março (125,3 pontos). Apesar do recuo no curto prazo, o indicador segue acima do observado no mesmo período de 2025 (114,7 pontos), reforçando a trajetória de recuperação e a resiliência do consumo na capital. A pesquisa é realizada pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).
A variação mensal reflete o desempenho dos dois componentes do índice. O Índice de Situação Presente (ISP) caiu 2,9%, passando de 118,8 para 115,4 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Futuras (IEF) recuou 2,3%, atingindo 126,6 pontos. Ainda assim, ambos permanecem em patamares elevados. Considerando a média do trimestre, o ICC ficou em 124,5 pontos, com o ISP em 118,8 pontos e o IEF em 128,3 pontos, evidenciando um nível de confiança ainda consistente.
Expectativa dos consumidores
Em relação à percepção dos consumidores, 54,3% consideram o momento favorável para a compra de bens duráveis, com maior otimismo entre homens (57,0%), pessoas de 25 a 34 anos (61,1%) e famílias com renda superior a sete salários-mínimos (72,2%). Além disso, 76,7% avaliam que sua situação financeira atual está melhor ou muito melhor do que há um ano, enquanto 86,4% acreditam em melhora futura. Já sobre a economia nacional, 61,5% demonstram expectativa positiva para os próximos 12 meses.
A intenção de compra também apresentou avanço de 2,9 pontos percentuais, passando de 32,6% em março para 35,5% em abril, superando o índice de 33,7% registrado no mesmo mês do ano passado. O indicador é mais elevado entre homens (37,9%), jovens de 18 a 24 anos (48,5%) e consumidores com renda acima de sete salários-mínimos (44,3%).
O valor médio das compras foi estimado em R$ 635,67, com destaque para televisores (16,1%), vestuário (15,6%), geladeiras (14,0%), celulares (12,5%), móveis (11,8%), além de fogões (9,5%) e calçados (9,3%).
O comportamento do ICC mostra um recuo pontual na confiança, sem comprometer a recuperação observada ao longo do último ano. Mesmo com essa leve desaceleração, os consumidores seguem confiantes, impulsionados pela melhora na percepção da própria situação financeira e pela maior disposição para consumir. O cenário continua positivo, embora com um pouco mais de cautela no curto prazo, mantendo a tendência de um consumo ainda resistente, desde que as condições econômicas e de crédito permaneçam favoráveis.