A Câmara das Energias do Ceará (CEC) realizou nesta sexta-feira, 19, reunião sobre a retomada do programa nuclear brasileiro. O encontro, realizado na sede da Fecomércio Ceará, contou com palestra de Tomás Figueiredo, presidente da estatal Indústrias Nucleares do Brasil (INB).
Para o presidente do Sistema Fecomércio Ceará, Luiz Fernando Bittencourt, projetos ligados ao desenvolvimento econômico do estado devem ser acompanhados pelo setor produtivo, mesmo quando não estão diretamente vinculados ao comércio e aos serviços.
“Apesar de não ser um projeto diretamente vinculado ao comércio e aos serviços, todo projeto de desenvolvimento dentro do nosso estado, seja na indústria, no agro ou na mineração, vai impactar direta e indiretamente o comércio e os serviços. O Sistema Fecomércio vai estar sempre atento aos projetos que fortalecem o Ceará, com responsabilidade ambiental e critério técnico”, destacou.
Durante a apresentação, Tomás traçou um panorama da energia nuclear no mundo e no Brasil, destacando as metas de expansão da geração nucleoelétrica no país e o papel do Ceará nesse processo. Segundo ele, o Projeto Santa Quitéria poderá contribuir para ampliar a produção nacional de urânio, insumo necessário para o combustível das usinas nucleares.
“O Ceará está no centro dessa discussão, porque sem o depósito de Santa Quitéria nós não teremos condição de atender essa meta de geração que o governo brasileiro tem direcionado e sinalizado que vai buscar atingir”, afirmou. Ele também ressaltou que os investimentos previstos podem gerar reflexos para o comércio e os serviços no interior do estado, com demanda por bens, insumos, logística, alimentação, hospedagem e outros segmentos da economia local. “O comércio tem que estar atento, tem que se preparar e se planejar para que esses investimentos possam consumir do Ceará, no lugar de trazer esse consumo de fora”, disse Tomás.
Também participaram da reunião o presidente da Câmara das Energias, Antônio José Costa, representantes da Fecomércio Ceará, empresários e profissionais do setor energético, além de representantes de entidades e órgãos como Sindiposto-CE, Semace, SDE-CE, OAB-CE, CNA e das Forças Armadas, incluindo a Marinha do Brasil e a 10ª Região Militar do Exército Brasileiro.
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