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Confiança do consumidor avança e reforça perspectiva positiva para o segundo semestre em Fortaleza

Por Ascom, 17/06/26 - 14:20

Destaque

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) de Fortaleza alcançou 125,4 pontos em junho de 2026, registrando crescimento de 2,8% em relação a maio (121,9 pontos). O resultado confirma a retomada da trajetória de alta do indicador e representa um avanço expressivo na comparação com junho de 2025, quando o índice marcou 114,4 pontos. A pesquisa é realizada pela Fecomércio Ceará, por meio do Instituto de Pesquisa e Desenvolvimento do Ceará (IPDC).

O crescimento foi impulsionado tanto pela melhora da percepção sobre as condições atuais quanto pelo fortalecimento das expectativas para os próximos meses. O Índice de Situação Presente (ISP) avançou 4,3%, passando de 112,7 para 117,6 pontos, enquanto o Índice de Expectativas Futuras (IEF) apresentou alta de 1,9%, atingindo 130,5 pontos. Os resultados mantêm Fortaleza em uma sólida zona de otimismo, com média trimestral de 123,1 pontos para o ICC.

Percepção positiva sobre renda e economia

A pesquisa mostra que 57,1% dos consumidores consideram o momento favorável para a compra de bens duráveis. O otimismo é mais presente entre homens (57,6%), jovens de 18 a 24 anos (61,4%) e consumidores com renda familiar entre três e sete salários mínimos (57,2%).

A avaliação sobre a situação financeira também permanece positiva. Entre os entrevistados, 77,3% afirmam estar em condição melhor ou muito melhor do que há um ano, enquanto 87,8% acreditam que sua situação financeira continuará melhorando nos próximos meses. Em relação à economia brasileira, 62,5% demonstram expectativa favorável para o próximo ano.

Intenção de compra cresce

A disposição para consumir também apresentou avanço em junho. O índice de intenção de compra passou de 35,2% para 36,7%, crescimento de 1,5 ponto percentual em relação ao mês anterior. O valor médio das compras é estimado em R$ 624,89.

Entre os produtos mais procurados pelos consumidores estão geladeiras e refrigeradores (19,3%), móveis e itens de decoração (13,4%), roupas e artigos de vestuário (13,2%), televisores (12,4%), máquinas de lavar roupa (12,1%), fogões (10,1%) e calçados (9,2%).

O desempenho da confiança em junho reflete não apenas a melhora dos fundamentos econômicos, como renda, emprego e acesso ao crédito, mas também fatores sazonais que costumam impulsionar o consumo neste período do ano. As festas juninas, o início das férias escolares, o aumento da atividade turística e a maior circulação de pessoas contribuem para fortalecer o otimismo das famílias.

A realização da Copa do Mundo de 2026 também surge como um fator adicional de estímulo, especialmente para segmentos ligados à eletroeletrônicos, alimentação, lazer e serviços. Nesse contexto, o avanço da confiança e da intenção de compra reforça a expectativa de manutenção da atividade econômica ao longo do segundo semestre, desde que as condições de renda, emprego e crédito permaneçam favoráveis.